
Olá pessoas!
Foi deste texto que tiramos a inspiração para o nosso espetáculo.
A ÚLTIMA FLOR
...
A décima segunda guerra mundial, como todos sabem, trouxe o colapso da civilização.
Vilas, aldeias e cidades desapareceram da terra. Todos os jardins e todas as florestas foram destruídas. E todas as obras de arte.
Homens, mulheres e crianças tomaram-se inferiores aos animais mais inferiores.
Desanimados e desiludidos, os cães abandonaram os donos decaídos.
Encorajados pela pesarosa condição dos antigos senhores do mundo, os coelhos caíram sobre eles.
Livros, pinturas e música desapareceram da terra e os seres humanos ficavam sem fazer nada, olhando no vazio. Anos e anos se passaram.
Os poucos sobreviventes militares tinham esquecido o que a última guerra havia decidido.
Os rapazes e as moças apenas se olhavam indiferentemente, pois o amor abandonara a terra.
Um dia uma jovem, que nunca tinha visto uma flor, encontrou por acaso a última que havia no mundo. Ela contou aos outros seres humanos que a última flor estava morrendo. O único que prestou atenção foi um rapaz que ela encontrou andando por ali. Juntos, os dois alimentaram a flor e ela começou a viver novamente...
Um dia uma abelha visitou a flor. E um colibri. E logo havia duas flores, e logo quatro, e logo uma porção de flores. Os jardins e as florestas cresceram novamente. A moça começou a se interessar pela própria aparência. O rapaz descobriu que era muito agradável passar a mão na moça. E o amor renasceu para o mundo.
Os seus filhos cresceram saudáveis e fortes e aprenderam a rir e brincar. Os cães retornaram do exílio. Colocando uma pedra em cima de outra pedra, o jovem descobriu como fazer um abrigo. E imediatamente todos começaram a construir abrigos. Vilas, aldeias e cidades surgiram em toda parte. E a canção voltou para o mundo. Surgiram trovadores e malabaristas alfaiates e sapateiros pintores e poetas escultores e ferreiros e soldados e soldados e soldados e soldados e soldados e tenentes e capitães e coronéis e generais e líderes!
Algumas pessoas tinham ido viver num lugar, outras em outro. Mas logo as que tinham ido viver na planície desejavam ter ido viver na montanha. E os que tinham escolhido a montanha preferiam a planície. Os líderes, sob a inspiração de Deus, puseram fogo ao descontentamento.
E assim o mundo estava novamente em guerra. Desta vez a destruição foi tão completa que absolutamente nada restou no mundo...
Exceto um homem Uma mulher E uma flor.
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(História, hoje já clássica, de James Thurber. Extraído da peça “O Homem do Princípio ao Fim” do genial Millôr Fernandes.)
Foi um ensaio pra combinar os ajustes da reta final, então contamos com a presença de quase todos os amigos da equipe. O "quase" é porque não tivemos a presença do nosso diretor de movimento, Márcio Vieira, que é um profissional requesitadíssimo e estava preso o dia inteiro dando workshops e do nosso diretor musical, Márcio Carvalho, que chegou às 11h. Puxa vida! Nem deu pra ele ver o finalzinho da peça! snif! Snif!
Depois do ensaio foi a hora de acertar a agenda da semana, prestar contas e liberar boas energias pra nossa reta final (ou inicial). Pelo clima da reunião, acho que vamos nos manter bem organizados até a "hora H" (ou "E" de estréia!).
A tarde prometia! E sem muito "lenga lenga", Márcio C., Rodrigo, Marcelo A., Élcio e Elio partiram para o Laurinda, onde deram continuidade ao ensaio, só que desta vez direcionando para as músicas, mais específicamente para o final, que ainda estava em aberto. Foram alguns experimentos e muita conversa que deram origem ao que será visto em cena nesta sexta feira. Um final, que dará à música e a esse artista seus destaques sem distânciá-los, ao contrário, eles se complementarão. Ficamos muito felizes com o resultado e esperamos que a platéia também fique.
Segunda etapa cumprida! Veio a terceira e última parte desta jornada dominical. Desta vez, Sammara e Elio é que precisam fazer mais uma visita à Lola, e agora para realizar alguns ajustes no figurino. Mede daqui, aperta ali e taca alfinete! Taca alfinete! Sobe no banco, troca de roupa, levanta o braço, corta aqui e ali e... Tosse! Tosse! Tosse!
Parece brincadeira mas no final do dia o Ator em questão começou a ficar gripado. Mas isso é assunto para a próxima postagem. O importante é que o figurino ainda nem ficou pronto e já dá o ar da sua graça! A Sal arrasa!
UFA!