sábado, 22 de agosto de 2009

A medida que me mede


*A medida em que me meço, as coisas vão mudando de tamanho.
Que metro mede o método que estou usando?
Que valor tem o tamanho que vejo?
Quanto pesa os meus pensamentos?
Quanto vale os meus sentimentos?
Até onde vai o meu desejo?

A cabeça está cheia
O pescoço alongado
O peito aberto
E o abraço apertado

A cabeça está oca
Os quadris se movimentam
Não só de beijo vive a boca
Ela também quer alimento

A cabeça está de molho
Rugas declaram a idade
A sentença não é consolo
Mas resultado da crueldade

A cabeça está a prêmio
Dê o seu fígado se quiser
Essa é a medida do milênio
Salve-se então quem puder

E se quiser quebrar a cabeça
Aproveite, este é o momento
Junto à você tem gente a beça
Inclusive os cabeças de vento

Eu tenho escolhido me jogar de cabeça
Sem me preocupar se ela vai quebrar
Quero cumprir é com minha promessa
E ver sua cabeça pensar

A medida em que me medi,
as coisas mudaram de tamanho
O que era grande ficou pequeno
E demorado virou instantâneo
Se me perguntar como estava
Diria que submerso
As novas medidas que tirei

Representam o meu universo

*texto extraído do processo

Ensaio 17


Olá gente!


Ahhhhhh! Que nervosinho!

Estamos numa parte da encenação em que nos deparamos com vários conflitos entre a cena e o texto. Então, direção e ator decidiram fazer deste dia de ensaio um grande intensivo com o objetivo de terminar as marcações de cena. Conseguimos avançar um pouco, porém mais adiante, o texto exigiu que nos déssemos um tempo para reflexão e análise do encerramento da peça. Com calma esse desfecho se dará no próximo ensaio.


Ps.: Mas o que fizemos tá bem legal! rs!

Nossa Arte


Já temos a arte para a nossa divulgação. ÊÊÊ!!!!

Então aos pouquinhos vamos dando uma provinha aqui, ok!

Ensaio 16


Olá gente alongada!


Dia 19 de agosto não foi só dia do profissional de teatro, também foi dia de ensaio. Pois é, não tem feriado pra gente, não! rsrs!


Mas enfim, hoje foi dia do Márcio, o Vieira, trabalhar o corpitcho deste artista em cena. Estamos indo muito bem e acho que vai dar um caldo. O márcio começou a mexer num ponto chave para a construção dessa persona, a postura. O que de fato veio modificar o andar, a forma dele se colocar na cena e até mesmo a voz. Agora o ator tem a árdua tarefa de investir nisso e estudar, estudar, estudar...

Parabéns!!!

Pouca gente sabe, mas dia 19 de agosto é dia do profissional de teatro, então mesmo atrasado na postagem vai aqui a nossa homenagem a nós e a todos os nossos colegas de trabalho.
"Canção dos Atores"
(trecho da peça "Um trem chamado desejo" do Grupo Galpão)

"A praça se faz arena,
no vento de um sonho contente,
trazendo a toda cena
a brasa do fogo da gente.

Nas estradas dessa vida,
mambembamos sem parar,
tendo o sol como guarida,
as estrelas e o luar.

Nas estradas dessa vida,
mambembamos sem parar,
Sempre estamos de partida,
sem saber onde chegar."

Foto: Grupo Galpão em "Um Molière Imaginário"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um viva à produção!

A nossa querida produção tem conseguido apoios significativos pra gente! E sabemos que em tempos de crise, isso não é uma tarefa fácil!
Então meninas, parabéns pelas conquistas e que estas sejam as primeiras das boas notícias que estamos esperando.

Ah! E a divulgação tá começando. Quer ver? Dá uma olhada aqui:

http://cidades.terra.com.br/rio/espetaculos/0,7558,I:55751,00.html

Ensaio 15 - A música


Oi gente sonora!

O ensaio do dia 15 de agosto teve a ilustre presença do Marcelo Azevedo, o músico que vai "pirar o cabeção" com esse ator sem noção em cena. rs!
Nossa! Foi incrível a sintonia do Marcelo com o universo que estamos criando para o nosso personagem. As idéias, o entusiasmo, a sensibilidade, a criatividade e a sintonia com tudo o que tá rolando em cena são combustíveis que nos fazem ficar ansiosos pra ver do que essa música é capaz. Sem dúvidas ela conduzirá esse personagem a lugares que nós ainda não visitamos.
Mas também não podemos deixar de ficar nervosos com a proximidade da estréia e a não definição da trilha, sendo assim, aqui fica o nosso apelo:

APARECE MÁRCIO CARVALHO! APARECEEEEEEE!!!!!!

Ensaio 14 - Medo!!!!!


Olá gente medrosa!!!!

Essa é a pauta deste ensaio: MEDO!
Pois é, chegou a hora de marcar o segundo e tão temido e problemático 2° ato. Temos aqui a difícil tarefa de fazer com que este artista entre em crise sem afundar o espetáculo no abismo da chatice e da falta de ritmo. Então como fazer isso possível, mantendo o colapso existente na vida desse fulaninho?
Se alguém souber, diz pra gente. Estamos aceitando dicas! rsrsrs!!!!
Brincadeira! A ator e direção levaram ao pé da letra a palavra experimentação e o resultado... Medo! Isso mesmo, Medo!
Andamos um pouco até chegar ao texto do "Medo" e a partir daí foi difícil continuar.
Mais como sempre tem uma luzinha no fim do túnel, encontramos um caminho a ser seguido, que ainda não sabemos bem ao certo onde vai nos levar, mas vamos seguí-lo.

Até lá MEEEEEdoooooo!!!!

Ensaio 13 - As fotos


"Sou muito mais imagem do que vozzzzzz..."

Olá gente boa!

O ensaio do dia 13 de agosto foi dedicado às fotos para divulgação da peça.
Fotos essas que foram registradas pela lente delicada e querida de Gigi Bandeira, que foi nos visitar deixando em casa as malas prontas para embarcar em direção à Australia no dia seguinte. Então juntos, rolamos no chão nos esfregamos nas paredes, nos encolhemos e nos espichamos para encontrar os melhores ângulos, as melhores caretas e os detalhes mais se aproximassem do espírito da peça. Uma sessão de fotos nostálgica, com um cheirinho de saudade.

"Eu só queria um dia sair daqui e viajar pelo mundo, só pra preencher o meu álbum de retratos. Sem mais nada, sem me preocupar."

Muitas coisas que o nosso personagem diz vai direto ao coração de quem as ouve e tenho certeza que esse trecho acima é o que melhor traduz a nossa amiga e fotógrafa.

Gigi, boa viajem! Volte pra gente daqui a três meses com a mala cheia de boas recordações!

Ensaio 12 - O corpo


"O meu corpo é um jardim, a minha vontade o seu jardineiro."
(William Shakespeare)

Olá gente!

Finalmente tivemos nosso primeiro ensaio com o diretor de movimento Márcio Vieira. Como já imaginávamos a interferência corporal nesse personagem trouxe novas possibilidades que enriqueceram considerávelmente a encenação.
O Márcio trouxe uma colaboração que vai diretamente de encontro com as idéias da direção. Sem dúvida, foi uma grande aquisição para o nosso trabalho.

Assim, conseguimos fazer uma limpeza nos movimentos da primeira parte da peça e saímos de lá muito felizes com o resultado.

Ensaio 11


Olá pessoas!

"STRESS é o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina no nosso organismo."

Foi assim que terminou o nosso ensaio do dia 6 de agosto.

Era um ensaio dedicado a marcação do 2°ato. O ator realizou a primeira mostragem da cena em questão, porém o diretor decidiu mudar toda a linha que estavam seguindo até então. Foi aí que "fatores externos desfavoráveis" na vida do ator (que nem vem ao caso comentar!) , fizeram com que ele tivesse uma crise nervosa, um surto psicótico, um distúrbio neurológico e acabasse com o ensaio e com o diretor.
O diretor afim de salvar a peça e a própria pele, deu por encerrado o ensaio que mal tinha começado. Foi assim quase aconteceu o nosso dia de ensaio... Snif!

E aproveitando este humilde espaço, o ator em questão, pede mil desculpas pelo momento de insanidade causado por uma completa falta de comunicação, que vai totalmente contra a mensagem que tanto estamos lutando pra passar às pessoas.

Abração à todos!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

?!?!?!?!

Is it completely my fault?! Okay!

domingo, 9 de agosto de 2009

Feliz é o animal


Feliz é o animal que não precisa pensar em nada!

Aí vem o infeliz do homem querer dar significado à sua existência, colocando os bichinhos pra falar, pra pensar, divertir os outros, obrigá-los a dar carinho. Como se já não bastasse arrancar-lhes o couro, o pêlo, os dentes, os filhos, a gordura, a carne, os ovos e o sangue.

Me diz... Quem foi que disse que o Michey Mouse, queria falar, dançar e tudo mais?... Tudo bem ele é “dono” de um império, mas sabe lá Deus se ele não preferia ser somente um ratinho!... E além do mais dono uma pinóia! O carrasco de todos os animais animados da Disney é que lucrou com tudo isso! Enriqueceu às custas da imagem de inúmeros animais que ele por pura carência fez falar, dançar e ter conflitos que ele não achou suficiente só os homens terem. E não me venha dizer que isso foi um presente para os pobres animais! Não foi não!

Neste exato momento, por exemplo, poderíamos imaginar um ratinho de esgoto criando um humano com todas as características animais: com instintos a flor da pele e sem razão alguma. Como seria? Se ia fazer sucesso no mundo animal eu não sei, mas uma coisa é certa, para nós humanos não faria a menor diferença... Rapidamente iríamos achar uma série de motivos para chamá-lo de louco e o jogaríamos num desses hospícios / depósitos. Aí ele de repente, daria vazão aos seus mais racionais hábitos, mostrando-se um pouco homem e se expressando através da arte, quem sabe? Daí, mais uma vez, apareceria um “Walt Disney” da vida tentando decifrar o seu maior passatempo: desenhar.

Pronto! Vai surgir um artista!...
Mas artista não tem que ter consciência da sua obra?
Eu hein!
Animais sem razão não precisam de explicação, eles simplesmente são!

Eliomar Bonavita

*Texto extraído do processo

A medida que me mede


A medida em que me meço, as coisas vão mudando de tamanho.
Que metro mede o método que estou usando?
Que valor tem o tamanho que vejo?
Quanto pesa os meus pensamentos?
Quanto vale os meus sentimentos?
Até onde vai o meu desejo?

A cabeça está cheia
O pescoço alongado
O peito aberto
E o abraço apertado

A cabeça está oca
Os quadris se movimentam
Não só de beijo vive a boca
Ela também quer alimento

A cabeça está de molho
Rugas declaram a idade
A sentença não é consolo
Mas resultado da crueldade

A cabeça está a prêmio
Dê o seu fígado se quiser
Essa é a medida do milênio
Salve-se então quem puder

E se quiser quebrar a cabeça
Aproveite, este é o momento
Junto à você tem gente a beça
Inclusive os cabeças de vento

Eu tenho escolhido me jogar de cabeça
Sem me preocupar se ela vai quebrar
Quero cumprir é com minha promessa
E ver sua cabeça pensar

A medida em que me medi, as coisas mudaram de tamanho
O que era grande ficou pequeno
E demorado virou instantâneo
Se me perguntar como estava
Diria que submerso
As novas medidas que tirei
Representam o meu universo

Eliomar Bonavita

*Texto extraído do processo

Ensaios


Olá pessoas!

O nono ensaio foi uma mostragem para equipe. Neste dia nós trocamos figurinhas e colhemos informações sobre a encenação. Foi o dia de contracenar e ver o que funciona ou não, neste bate bola, personagem X platéia. Recolhidas as impressões começamos a acertar os pontos frágeis e principalmente o ritmo da segunda parte da peça.
Depois deste dia, tivemos uma série de ensaios cancelados (que serão repostos).

Décimo ensaio
No dia 8 de agosto (sábado) conseguimos nos encontrar no C.C. Laurinda Santos Lobo. O lugar é lindo e ótimo para ensaios! Finalmente começamos a fazer os ajustes necessários na segunda parte da peça e a perceber mais uma mudança de rumos. Onde isso vai dar? Êita! Ainda não sabemos, mas faltam só alguns dias pra gente descobrir.
Até lá e depois de lá, nos encontramos por aqui!

Agosto morno

Olá gente boa!
Estamos a menos de um mês da nossa tão esparada estréia. E parece que agosto chegou trazendo um clima morno para os ensaios. Como já disse aqui, perdemos o nosso local de ensaios, o que vem nos trazendo alguns problemas. Não que o espaço não exista, nada disso, porém o ator em questão leva uma vida de proletário durante a semana e tem muitos problemas de horário - um saco isso!!! Por conta disso estamos meio andarilhos, o que acarretou no cancelamento de ensaios e em alguns encontros na UNIRIO e no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo. Dois locais ótimos para ensaios, porém, distantes para quem vem de longe e com um horário apertado.
Mas enfim, vamos ser perseverantes! Vai dar tudo certo!
Caminhando e cantando e vendendo rifinhas pra garantir um dindin pra produção! rs!

O bicho-homem


O homem é o bicho mais estranho do mundo. Um animal que usa sapatos. No início, ele era um quadrúpede que gostava de se exibir, equilibrado nas patas de trás. Como a brincadeira fez sucesso, continuou fazendo arte e não parou mais.

Não satisfeito com tudo que Deus lhe deu, resolveu que queria andar mais rápido que todos. Inventou a roda e criou máquinas que aceleravam o processo de deslocamento de um lugar a outro, o que bagunçou sua experiência natural de relação espaço-tempo. Ambicioso, quis nadar como os peixes e fez o navio, quis voar como os pássaros e inventou o avião. Tudo isso foi transformando o ser humano em um bicho esquisito, com problemas psicológicos, dificuldade de adaptação, angústia e depressão. Para resolver os problemas que foram surgindo através dos tempos, foi criada a indústria farmacêutica.

Quando, mais do que o leão, começou a se sentir um rei, achou que seria justo escravizar os outros animais. Botou uns para trabalhar puxando arados e charretes, selecionou outros como bichinhos de estimação e, alterando a cadeia alimentar, decidiu que alguns coitados iriam servir de alimento.

Como já não caça para se alimentar, não corre pelas savanas e nem sobe mais em árvores, o ser humano começou a apresentar atrofia muscular. Aí criou academias de ginásticas, onde gasta horas e horas fazendo exercícios físicos para compensar a ociosidade gerada pelas máquinas que ele mesmo inventou.

O grande poder do homem não vem de sua inteligência nem do tamanho de seu pênis, mas sim do polegar opositor, que lhe dá uma incrível habilidade manual. O dedão é que faz toda a diferença. Com essa capacidade de manusear as coisas com delicadeza, construiu aparelhos refinados como computadores, guitarras elétricas e armas de fogo. A partir daí, criou um mundo singular, de extraordinário avanço tecnológico e inacreditável atraso moral.

O homem queima as florestas e o petróleo de forma tão desordenada que o planeta inteiro está aquecendo e em breve deve entrar em colapso. É um animal suicida. Sabe que está errado e continua fazendo besteira. Como sempre fez, com as coisas que bota pra dentro do seu corpo. Ao contrário dos outros animais, come, bebe e fuma coisas que fazem mal para a saúde. Depois toma remédios pra tentar aliviar o estrago.

O homem suja o ar que precisa para respirar. É o único animal que faz xixi no rio de onde retira água para beber. Você pode pensar que isso é coisa de gente porca, mas é pior, é coisa de gente burra.

O homem é realmente um bicho muito estranho.


Kledir Ramil

As pessoas que não houvem

Você deve conhecer uma ou mais delas. São aquelas pessoas com quem você está conversando e – de repente – você percebe que elas não estão te ouvindo. Sim, porque na primeira vírgula, na primeira pausa, ela entra em outro assunto, geralmente falando de si mesma. Tenho um amigo, aliás uma pessoa muito famosa, que ficou uns três anos sem ouvir, sem prestar a mínima atenção nos outros. Fomos nos afastando dele. Agora, que se separou da esposa, passou a ouvir. Não estou querendo dizer que os casados não ouvem. Longe de mim. O caso ali é específico.

As pessoas que não ouvem, não são surdas. Elas escutam, mas não ouvem. Será que eu estou sendo claro? Você fala com elas e percebe que o olhar que deveria estar te mirando, tá longe. Sabe-se lá onde.

Pois eu resolvi o problema. Descobri que as pessoas que não ouvem, só não ouvem ao vivo. Mas se você telefonar, elas te escutam, te ouvem, enfim, falam com você. Não sei qual é a mágica do telefone para fazer trazer aquelas pessoas à nossa realidade e ao nosso mundo. Aí passei a só falar com este tipo de gente por telefone. Se a ligação for interurbana, ele ouve mais ainda.

Acho que é isto: quanto mais longe você está, mais ele presta atenção. Sim, porque quando você está perto ele não te ouve e nem te vê. Mas, não te vendo, ao telefone te ouve. Será que o Bell e o Freud chegaram a pensar nisso um dia?

Você entendeu, ou não ouviu nada do que eu disse?

Fonte: Crônica extraída da Revista BCP


Ps.: Qualquer semelhança NÃO é mera conscidência.

Você sabia?


Tráfico de Seres Humanos

O tráfico internacional de seres humanos movimenta, anualmente, de US$ 7 a US$ 9 bi. Somente perde, em lucros, para o tráfico de drogas e o contrabando de armas. Os dados são da Organização das Nações Unidas, a ONU. Cerca de 90% das vítimas são do sexo feminino, das mais variadas faixas etárias, incluindo crianças e adolescentes.

O crime organizado utiliza pelo menos 131 rotas terrestres, marítimas ou aéreas para traficar mulheres, crianças e adolescentes brasileiras para o mercado da prostituição em países estrangeiros.

A conclusão é da mais ampla pesquisa já produzida sobre o tema no País, a Pestraf (Pesquisa Sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual).

Outras 109 rotas são usadas para transportá-las entre municípios e Estados brasileiros - caracterizando o tráfico interno de mulheres, crime que nem sequer está tipificado no Código Penal.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Obras?!


Acho que todos aqueles que acompanham a Escola de Teatro Martins Penna, sabem como a escola era e com ela "estava" até semana passada. As melhorias foram mais do que visíveis!... Então é aí que me pergunto: Martins Penna em obras? Mas o prédio ainda tem cheiro de tinta nova! Pois é! Essa é a realidade da nosso, até então, cantinho de ensaios. Obras!!
Enfim, o resultado foi que ficamos sem um local para ensaios. Hoje porque não haviam salas disponíveis e a partir de amanhã porque a produção decidiu não usar mais a escola como sede. Triste, muito triste!

Mas, bola pra frente! E que cada um se entenda com a sua obra!
Tomara Deus que algumas pessoas da escola possam ver a nossa peça e saiam de lá se questionando um pouquinho que seja sobre a necessidade que nós seres humanos temos de se comunicar. Comunicação gente! Comunicação!!!!

Enfim, Ainda bem que o foyer estava livre, porque foi lá que conseguimos nos reunir com o Márcio Vieira. Foi uma conversa pra deixar o Márcio a par do nosso trabalho e para traçar o nossos próximos passos juntos. Sendo assim, as quartas feiras serão dedicadas à direção de movimento. Acho que vem aí uma parceria muito bacana. Márcio é uma pessoa muito querida e talentosa!

Por conta de problemas de horário, hoje não tivemos a presença de Sammara (figurino) e Milton (luz).

O que será o amanhã?...
Aguardando telefonemas.

Assim, deixo vocês, com o coração cheio de dúvidas e indignações.
Um abraço a todos!

Elio

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vale a pena ver!

Esse vídeo foi enviado pelo Sr. Élcio (pai do Rodrigo).
Ele sugeriu esse link, por que tem muito a ver com o nosso trabalho. E é verdade!
Vale a pena ver.

http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E

É didatico, mas é revelador!

Contagem regressiva


Nossa! É uma mistura de alívio e cansaço!

É muito bom saber que nossas viagens criativas fazem sentido e que até mesmo as falhas são conscientes. Agora é bola pra frente!

Ai ai! MEDO!

Elio

domingo, 2 de agosto de 2009

Foi dada a largada!


Enfim, o esperado dia chegou. Dia de mostrar para equipe o trabalho feito nas duas semanas que se passaram. Ator e Diretor comendo unhas e rezando aos DEUSES DO TEATRO para que tudo desse certo. E deu!


Márcio, Renata, Marcelo´s, Luci, Xanda, Gigi, Samir, todos sentados, observavam a cena que começava a se formar, tensos. Risos enfim! Uma peça divertida, com história e com vida. Bem diferente dos terrenos por onde, outrora, tentamos caminhar.


Um probleminha de intensão ali, outro esquecimento de texto acolá, um falta de ritmo a ser resolvida e um final, tímido, com vergonha e vontade de logo acabar. Mas no saldo de tudo, uma linda peça e uma história que dá gosto de contar.


Foi dada então a largada. Que rufem os tambores porque está chegando a hora de estreiar!


DiGo
PS: Na imagem, tio Dionísio dando o ar da graça!

Mensagem


Gente, minha mãe tentou mandar uma msg para o Blog e não conseguiu. Mando para mim e pedir para publicar para todos vocês!

Bjinhussssssss, Rodrigo


Olá

Visitei o seu Blog e gostaria de deixar registrado meu comentário a respeito dos textos elaborados pelo Diretor Rodrigo Abreu e pelo Ator Eliomar Bonavita, relativo a trajetória percorrida até aqui, para dar corpo e alma a peça A Última Flor. Como foi relatado, foram muitas pedras no caminho, que foram retiradas com muita paciência e profissionalismo.Gostaria de parabenizar a todos pelo excelente trabalho, que contribuiu com muita garra para o projeto tornar-se realidade. Faltando um mês para a estréia, desejo a todos vcs (Rodrigo Abreu, Renata, Eliomar, Sammara, Márcio, Miriam, Lucimar) que o trabalho executado até hj seja coroado de grande sucesso!!!!!! Muita Saúde e Bjuuus a todos. Fernanda Abreu

sábado, 1 de agosto de 2009

Oitavo ensaio


Não leve os problemas da rua pra dentro da sala de ensaio!

Ô!!! Quantas vezes não ouvimos isso? Muuuuuitas! Mas hoje foi tenso.

O ator chegou MUITO tenso e atrasado. Foi difícil desconectar.

Mas o obstáculo foi superado e com um pouquinho mais de uma hora de atrasado o ensaio começou.

Hoje a meta era passar toda a peça, fazendo algumas correções relevantes para a passada de amanhã. Missão cumprida com sucesso! Além de solucionarmos o texto final e o tal "epílogo".


Então é isso! Amanhã vamos ter muitas visitas. Finalmente vamos compartilhar nosso trabalho nesses oito dias com toda a equipe. Estamos ansiosos por isso!


Até!


Eu queira ter esperanças de novo. Ver além. Crer no depois, no acordar, no nascer... mas o movimento da Terra só me dá enjôo. Estou enjoado da vida. Dos outros. De tudo. De ser homem, humano. Do compromisso ético-social que o outro impõe. O outro que eu nem sequer sei o nome.
Eu só queria um dia acordar e... sem compromissos, tempo, hora de ser, sem. Não ser seria tão bom. E pleno. Não seria como metade vazio ou metade cheio. Só copo, só corpo. Coração, pulmão, veias. Minhas veias. Pulso. Eu só queria abrir os olhos.

Acontece que quando a gente abre os olhos, a gente vê. E quando a gente vê o outro, ele lhe oferece a troca, o copo, palavras, corpo, outros olhos...

Renata Andrade
Foto: Renata Andrade em cena de "A las cinco de la tarde"

Em que o processo nos transforma enquanto artistas e pessoas?


Como artista, sinto aumentar uma vontade muito grande de me mostrar: os sentimentos, a criação, etc. Mais as coisas boas que as ruins. Talvez um equívoco...!?
Como pessoa, aumentar minha forma de entender melhor o mundo, o próximo e a mim mesmo, para me sentir mais “confortável” nesse mundão.
Esse processo me fez potencializar tudo isso.
Márcio Carvalho
Foto: Márcio Carvalho regendo a Orquestra Livre de Música

Em que o processo nos transforma enquanto artistas e pessoas?



Esse processo diferente dos outros que participei, se torna diferente pela sua forma, sua abordagem e sua mensagem.
Tentar entender e buscar nossa degradação humana nos dias de hoje, onde tudo é muito corrido e não temos tempo para nada, para mim está me fazendo crescer como pessoa e artista.
Sempre fui uma pessoa que pendia pro lado das cores do mundo, apesar das porradas cinzas diárias, nunca pensei em me tornar monocromática. Esse projeto dá força para tudo que eu achava realmente importante. O respeito com o outro, as relações amistosas, a presença do riso, entre outros. Sei que esse mundo não é feito só de flores, mas se tiver uma única para mim vale minha luta.

Sammara Niemeyer
Foto: Sammara Niemeyer na ativa

Em que o processo nos transforma enquanto artistas e pessoas?


Enquanto artista: experimentar a arte em grupo, compartilhada, pensada junto, me faz mais humano, me aproxima do outro, me faz cuidá-lo como se cuidasse a mim mesmo.

Enquanto pessoa: me faz querer mudar, ser uma pessoa diferente do indivíduo referencial. Ser um diferente mais igual, mais em conjunto, meio do mundo.

Em suma, o processo me transforma como pessoa e através da arte penso comunicar isso ao mundo que não tem tempo para pensar em algo que de fato faça diferença.

Rodrigo Abreu
Foto: Rodrigo Abreu em cena de "Sobre guardados, trapos e o resto mundo"

Sétimo ensaio


Transitar entre universos, transitar entre situações, fazer as palavras transitarem...

Fazer transições na vida não são tarefas fáceis e assim também tem sido com a peça. As inúmeras transições tem merecido uma atenção especial.

Nosso ensaio foi um pouco atípico. Recebemos a visita de Élcio e Fernanda, pais do Rodrigo, e não recebemos a visita que estávamos esperando, a do Márcio Carvalho.

Então modificamos um pouco o nosso cronograma e ao invés de passarmos toda a peça, nos apegamos a duas transições preocupantes, próximas ao final da peça. Descobrimos também , que o texto final da peça não condiz mais com a realidade atual deste personagem. Então o Rodrigo decidiu reescrever essa cena.

O que acontece é que neste momento o personagem descreve o que aconteceu durante essa hora em que ele fica nesse teatro junto ao público, incluindo a visão dele a respeito do músico que o acompanha nessa jornada. O que agora nos soa incoerente, já que durante vários momentos ele simplesmente ignora o músico, pediando-o até pra se retirar. Então como ele poderia falar com tanta propriedade sobre esse músico? Incoerente, não?

Outra mudança se dá no "epílogo". Neste momento o personagem vai finalmente "apresentar a peça" ao público. Vamos incluir um trecho do texto de Thurber, traduzido por Alexandra Bulhões. Mas ator queria tanto que um outro trecho deste momento da peça se mantivesse... Então, ele já pediu ao diretor/autor que pensasse com MUITO CARINHO em incluir esse trechinho no final da peça. Vai ficar lindo! Ele vai dar o braço a torcer!... rsrs!

Até!