terça-feira, 11 de agosto de 2009

?!?!?!?!

Is it completely my fault?! Okay!

domingo, 9 de agosto de 2009

Feliz é o animal


Feliz é o animal que não precisa pensar em nada!

Aí vem o infeliz do homem querer dar significado à sua existência, colocando os bichinhos pra falar, pra pensar, divertir os outros, obrigá-los a dar carinho. Como se já não bastasse arrancar-lhes o couro, o pêlo, os dentes, os filhos, a gordura, a carne, os ovos e o sangue.

Me diz... Quem foi que disse que o Michey Mouse, queria falar, dançar e tudo mais?... Tudo bem ele é “dono” de um império, mas sabe lá Deus se ele não preferia ser somente um ratinho!... E além do mais dono uma pinóia! O carrasco de todos os animais animados da Disney é que lucrou com tudo isso! Enriqueceu às custas da imagem de inúmeros animais que ele por pura carência fez falar, dançar e ter conflitos que ele não achou suficiente só os homens terem. E não me venha dizer que isso foi um presente para os pobres animais! Não foi não!

Neste exato momento, por exemplo, poderíamos imaginar um ratinho de esgoto criando um humano com todas as características animais: com instintos a flor da pele e sem razão alguma. Como seria? Se ia fazer sucesso no mundo animal eu não sei, mas uma coisa é certa, para nós humanos não faria a menor diferença... Rapidamente iríamos achar uma série de motivos para chamá-lo de louco e o jogaríamos num desses hospícios / depósitos. Aí ele de repente, daria vazão aos seus mais racionais hábitos, mostrando-se um pouco homem e se expressando através da arte, quem sabe? Daí, mais uma vez, apareceria um “Walt Disney” da vida tentando decifrar o seu maior passatempo: desenhar.

Pronto! Vai surgir um artista!...
Mas artista não tem que ter consciência da sua obra?
Eu hein!
Animais sem razão não precisam de explicação, eles simplesmente são!

Eliomar Bonavita

*Texto extraído do processo

A medida que me mede


A medida em que me meço, as coisas vão mudando de tamanho.
Que metro mede o método que estou usando?
Que valor tem o tamanho que vejo?
Quanto pesa os meus pensamentos?
Quanto vale os meus sentimentos?
Até onde vai o meu desejo?

A cabeça está cheia
O pescoço alongado
O peito aberto
E o abraço apertado

A cabeça está oca
Os quadris se movimentam
Não só de beijo vive a boca
Ela também quer alimento

A cabeça está de molho
Rugas declaram a idade
A sentença não é consolo
Mas resultado da crueldade

A cabeça está a prêmio
Dê o seu fígado se quiser
Essa é a medida do milênio
Salve-se então quem puder

E se quiser quebrar a cabeça
Aproveite, este é o momento
Junto à você tem gente a beça
Inclusive os cabeças de vento

Eu tenho escolhido me jogar de cabeça
Sem me preocupar se ela vai quebrar
Quero cumprir é com minha promessa
E ver sua cabeça pensar

A medida em que me medi, as coisas mudaram de tamanho
O que era grande ficou pequeno
E demorado virou instantâneo
Se me perguntar como estava
Diria que submerso
As novas medidas que tirei
Representam o meu universo

Eliomar Bonavita

*Texto extraído do processo

Ensaios


Olá pessoas!

O nono ensaio foi uma mostragem para equipe. Neste dia nós trocamos figurinhas e colhemos informações sobre a encenação. Foi o dia de contracenar e ver o que funciona ou não, neste bate bola, personagem X platéia. Recolhidas as impressões começamos a acertar os pontos frágeis e principalmente o ritmo da segunda parte da peça.
Depois deste dia, tivemos uma série de ensaios cancelados (que serão repostos).

Décimo ensaio
No dia 8 de agosto (sábado) conseguimos nos encontrar no C.C. Laurinda Santos Lobo. O lugar é lindo e ótimo para ensaios! Finalmente começamos a fazer os ajustes necessários na segunda parte da peça e a perceber mais uma mudança de rumos. Onde isso vai dar? Êita! Ainda não sabemos, mas faltam só alguns dias pra gente descobrir.
Até lá e depois de lá, nos encontramos por aqui!

Agosto morno

Olá gente boa!
Estamos a menos de um mês da nossa tão esparada estréia. E parece que agosto chegou trazendo um clima morno para os ensaios. Como já disse aqui, perdemos o nosso local de ensaios, o que vem nos trazendo alguns problemas. Não que o espaço não exista, nada disso, porém o ator em questão leva uma vida de proletário durante a semana e tem muitos problemas de horário - um saco isso!!! Por conta disso estamos meio andarilhos, o que acarretou no cancelamento de ensaios e em alguns encontros na UNIRIO e no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo. Dois locais ótimos para ensaios, porém, distantes para quem vem de longe e com um horário apertado.
Mas enfim, vamos ser perseverantes! Vai dar tudo certo!
Caminhando e cantando e vendendo rifinhas pra garantir um dindin pra produção! rs!

O bicho-homem


O homem é o bicho mais estranho do mundo. Um animal que usa sapatos. No início, ele era um quadrúpede que gostava de se exibir, equilibrado nas patas de trás. Como a brincadeira fez sucesso, continuou fazendo arte e não parou mais.

Não satisfeito com tudo que Deus lhe deu, resolveu que queria andar mais rápido que todos. Inventou a roda e criou máquinas que aceleravam o processo de deslocamento de um lugar a outro, o que bagunçou sua experiência natural de relação espaço-tempo. Ambicioso, quis nadar como os peixes e fez o navio, quis voar como os pássaros e inventou o avião. Tudo isso foi transformando o ser humano em um bicho esquisito, com problemas psicológicos, dificuldade de adaptação, angústia e depressão. Para resolver os problemas que foram surgindo através dos tempos, foi criada a indústria farmacêutica.

Quando, mais do que o leão, começou a se sentir um rei, achou que seria justo escravizar os outros animais. Botou uns para trabalhar puxando arados e charretes, selecionou outros como bichinhos de estimação e, alterando a cadeia alimentar, decidiu que alguns coitados iriam servir de alimento.

Como já não caça para se alimentar, não corre pelas savanas e nem sobe mais em árvores, o ser humano começou a apresentar atrofia muscular. Aí criou academias de ginásticas, onde gasta horas e horas fazendo exercícios físicos para compensar a ociosidade gerada pelas máquinas que ele mesmo inventou.

O grande poder do homem não vem de sua inteligência nem do tamanho de seu pênis, mas sim do polegar opositor, que lhe dá uma incrível habilidade manual. O dedão é que faz toda a diferença. Com essa capacidade de manusear as coisas com delicadeza, construiu aparelhos refinados como computadores, guitarras elétricas e armas de fogo. A partir daí, criou um mundo singular, de extraordinário avanço tecnológico e inacreditável atraso moral.

O homem queima as florestas e o petróleo de forma tão desordenada que o planeta inteiro está aquecendo e em breve deve entrar em colapso. É um animal suicida. Sabe que está errado e continua fazendo besteira. Como sempre fez, com as coisas que bota pra dentro do seu corpo. Ao contrário dos outros animais, come, bebe e fuma coisas que fazem mal para a saúde. Depois toma remédios pra tentar aliviar o estrago.

O homem suja o ar que precisa para respirar. É o único animal que faz xixi no rio de onde retira água para beber. Você pode pensar que isso é coisa de gente porca, mas é pior, é coisa de gente burra.

O homem é realmente um bicho muito estranho.


Kledir Ramil

As pessoas que não houvem

Você deve conhecer uma ou mais delas. São aquelas pessoas com quem você está conversando e – de repente – você percebe que elas não estão te ouvindo. Sim, porque na primeira vírgula, na primeira pausa, ela entra em outro assunto, geralmente falando de si mesma. Tenho um amigo, aliás uma pessoa muito famosa, que ficou uns três anos sem ouvir, sem prestar a mínima atenção nos outros. Fomos nos afastando dele. Agora, que se separou da esposa, passou a ouvir. Não estou querendo dizer que os casados não ouvem. Longe de mim. O caso ali é específico.

As pessoas que não ouvem, não são surdas. Elas escutam, mas não ouvem. Será que eu estou sendo claro? Você fala com elas e percebe que o olhar que deveria estar te mirando, tá longe. Sabe-se lá onde.

Pois eu resolvi o problema. Descobri que as pessoas que não ouvem, só não ouvem ao vivo. Mas se você telefonar, elas te escutam, te ouvem, enfim, falam com você. Não sei qual é a mágica do telefone para fazer trazer aquelas pessoas à nossa realidade e ao nosso mundo. Aí passei a só falar com este tipo de gente por telefone. Se a ligação for interurbana, ele ouve mais ainda.

Acho que é isto: quanto mais longe você está, mais ele presta atenção. Sim, porque quando você está perto ele não te ouve e nem te vê. Mas, não te vendo, ao telefone te ouve. Será que o Bell e o Freud chegaram a pensar nisso um dia?

Você entendeu, ou não ouviu nada do que eu disse?

Fonte: Crônica extraída da Revista BCP


Ps.: Qualquer semelhança NÃO é mera conscidência.

Você sabia?


Tráfico de Seres Humanos

O tráfico internacional de seres humanos movimenta, anualmente, de US$ 7 a US$ 9 bi. Somente perde, em lucros, para o tráfico de drogas e o contrabando de armas. Os dados são da Organização das Nações Unidas, a ONU. Cerca de 90% das vítimas são do sexo feminino, das mais variadas faixas etárias, incluindo crianças e adolescentes.

O crime organizado utiliza pelo menos 131 rotas terrestres, marítimas ou aéreas para traficar mulheres, crianças e adolescentes brasileiras para o mercado da prostituição em países estrangeiros.

A conclusão é da mais ampla pesquisa já produzida sobre o tema no País, a Pestraf (Pesquisa Sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual).

Outras 109 rotas são usadas para transportá-las entre municípios e Estados brasileiros - caracterizando o tráfico interno de mulheres, crime que nem sequer está tipificado no Código Penal.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Obras?!


Acho que todos aqueles que acompanham a Escola de Teatro Martins Penna, sabem como a escola era e com ela "estava" até semana passada. As melhorias foram mais do que visíveis!... Então é aí que me pergunto: Martins Penna em obras? Mas o prédio ainda tem cheiro de tinta nova! Pois é! Essa é a realidade da nosso, até então, cantinho de ensaios. Obras!!
Enfim, o resultado foi que ficamos sem um local para ensaios. Hoje porque não haviam salas disponíveis e a partir de amanhã porque a produção decidiu não usar mais a escola como sede. Triste, muito triste!

Mas, bola pra frente! E que cada um se entenda com a sua obra!
Tomara Deus que algumas pessoas da escola possam ver a nossa peça e saiam de lá se questionando um pouquinho que seja sobre a necessidade que nós seres humanos temos de se comunicar. Comunicação gente! Comunicação!!!!

Enfim, Ainda bem que o foyer estava livre, porque foi lá que conseguimos nos reunir com o Márcio Vieira. Foi uma conversa pra deixar o Márcio a par do nosso trabalho e para traçar o nossos próximos passos juntos. Sendo assim, as quartas feiras serão dedicadas à direção de movimento. Acho que vem aí uma parceria muito bacana. Márcio é uma pessoa muito querida e talentosa!

Por conta de problemas de horário, hoje não tivemos a presença de Sammara (figurino) e Milton (luz).

O que será o amanhã?...
Aguardando telefonemas.

Assim, deixo vocês, com o coração cheio de dúvidas e indignações.
Um abraço a todos!

Elio

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vale a pena ver!

Esse vídeo foi enviado pelo Sr. Élcio (pai do Rodrigo).
Ele sugeriu esse link, por que tem muito a ver com o nosso trabalho. E é verdade!
Vale a pena ver.

http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E

É didatico, mas é revelador!

Contagem regressiva


Nossa! É uma mistura de alívio e cansaço!

É muito bom saber que nossas viagens criativas fazem sentido e que até mesmo as falhas são conscientes. Agora é bola pra frente!

Ai ai! MEDO!

Elio

domingo, 2 de agosto de 2009

Foi dada a largada!


Enfim, o esperado dia chegou. Dia de mostrar para equipe o trabalho feito nas duas semanas que se passaram. Ator e Diretor comendo unhas e rezando aos DEUSES DO TEATRO para que tudo desse certo. E deu!


Márcio, Renata, Marcelo´s, Luci, Xanda, Gigi, Samir, todos sentados, observavam a cena que começava a se formar, tensos. Risos enfim! Uma peça divertida, com história e com vida. Bem diferente dos terrenos por onde, outrora, tentamos caminhar.


Um probleminha de intensão ali, outro esquecimento de texto acolá, um falta de ritmo a ser resolvida e um final, tímido, com vergonha e vontade de logo acabar. Mas no saldo de tudo, uma linda peça e uma história que dá gosto de contar.


Foi dada então a largada. Que rufem os tambores porque está chegando a hora de estreiar!


DiGo
PS: Na imagem, tio Dionísio dando o ar da graça!

Mensagem


Gente, minha mãe tentou mandar uma msg para o Blog e não conseguiu. Mando para mim e pedir para publicar para todos vocês!

Bjinhussssssss, Rodrigo


Olá

Visitei o seu Blog e gostaria de deixar registrado meu comentário a respeito dos textos elaborados pelo Diretor Rodrigo Abreu e pelo Ator Eliomar Bonavita, relativo a trajetória percorrida até aqui, para dar corpo e alma a peça A Última Flor. Como foi relatado, foram muitas pedras no caminho, que foram retiradas com muita paciência e profissionalismo.Gostaria de parabenizar a todos pelo excelente trabalho, que contribuiu com muita garra para o projeto tornar-se realidade. Faltando um mês para a estréia, desejo a todos vcs (Rodrigo Abreu, Renata, Eliomar, Sammara, Márcio, Miriam, Lucimar) que o trabalho executado até hj seja coroado de grande sucesso!!!!!! Muita Saúde e Bjuuus a todos. Fernanda Abreu

sábado, 1 de agosto de 2009

Oitavo ensaio


Não leve os problemas da rua pra dentro da sala de ensaio!

Ô!!! Quantas vezes não ouvimos isso? Muuuuuitas! Mas hoje foi tenso.

O ator chegou MUITO tenso e atrasado. Foi difícil desconectar.

Mas o obstáculo foi superado e com um pouquinho mais de uma hora de atrasado o ensaio começou.

Hoje a meta era passar toda a peça, fazendo algumas correções relevantes para a passada de amanhã. Missão cumprida com sucesso! Além de solucionarmos o texto final e o tal "epílogo".


Então é isso! Amanhã vamos ter muitas visitas. Finalmente vamos compartilhar nosso trabalho nesses oito dias com toda a equipe. Estamos ansiosos por isso!


Até!


Eu queira ter esperanças de novo. Ver além. Crer no depois, no acordar, no nascer... mas o movimento da Terra só me dá enjôo. Estou enjoado da vida. Dos outros. De tudo. De ser homem, humano. Do compromisso ético-social que o outro impõe. O outro que eu nem sequer sei o nome.
Eu só queria um dia acordar e... sem compromissos, tempo, hora de ser, sem. Não ser seria tão bom. E pleno. Não seria como metade vazio ou metade cheio. Só copo, só corpo. Coração, pulmão, veias. Minhas veias. Pulso. Eu só queria abrir os olhos.

Acontece que quando a gente abre os olhos, a gente vê. E quando a gente vê o outro, ele lhe oferece a troca, o copo, palavras, corpo, outros olhos...

Renata Andrade
Foto: Renata Andrade em cena de "A las cinco de la tarde"

Em que o processo nos transforma enquanto artistas e pessoas?


Como artista, sinto aumentar uma vontade muito grande de me mostrar: os sentimentos, a criação, etc. Mais as coisas boas que as ruins. Talvez um equívoco...!?
Como pessoa, aumentar minha forma de entender melhor o mundo, o próximo e a mim mesmo, para me sentir mais “confortável” nesse mundão.
Esse processo me fez potencializar tudo isso.
Márcio Carvalho
Foto: Márcio Carvalho regendo a Orquestra Livre de Música

Em que o processo nos transforma enquanto artistas e pessoas?



Esse processo diferente dos outros que participei, se torna diferente pela sua forma, sua abordagem e sua mensagem.
Tentar entender e buscar nossa degradação humana nos dias de hoje, onde tudo é muito corrido e não temos tempo para nada, para mim está me fazendo crescer como pessoa e artista.
Sempre fui uma pessoa que pendia pro lado das cores do mundo, apesar das porradas cinzas diárias, nunca pensei em me tornar monocromática. Esse projeto dá força para tudo que eu achava realmente importante. O respeito com o outro, as relações amistosas, a presença do riso, entre outros. Sei que esse mundo não é feito só de flores, mas se tiver uma única para mim vale minha luta.

Sammara Niemeyer
Foto: Sammara Niemeyer na ativa

Em que o processo nos transforma enquanto artistas e pessoas?


Enquanto artista: experimentar a arte em grupo, compartilhada, pensada junto, me faz mais humano, me aproxima do outro, me faz cuidá-lo como se cuidasse a mim mesmo.

Enquanto pessoa: me faz querer mudar, ser uma pessoa diferente do indivíduo referencial. Ser um diferente mais igual, mais em conjunto, meio do mundo.

Em suma, o processo me transforma como pessoa e através da arte penso comunicar isso ao mundo que não tem tempo para pensar em algo que de fato faça diferença.

Rodrigo Abreu
Foto: Rodrigo Abreu em cena de "Sobre guardados, trapos e o resto mundo"

Sétimo ensaio


Transitar entre universos, transitar entre situações, fazer as palavras transitarem...

Fazer transições na vida não são tarefas fáceis e assim também tem sido com a peça. As inúmeras transições tem merecido uma atenção especial.

Nosso ensaio foi um pouco atípico. Recebemos a visita de Élcio e Fernanda, pais do Rodrigo, e não recebemos a visita que estávamos esperando, a do Márcio Carvalho.

Então modificamos um pouco o nosso cronograma e ao invés de passarmos toda a peça, nos apegamos a duas transições preocupantes, próximas ao final da peça. Descobrimos também , que o texto final da peça não condiz mais com a realidade atual deste personagem. Então o Rodrigo decidiu reescrever essa cena.

O que acontece é que neste momento o personagem descreve o que aconteceu durante essa hora em que ele fica nesse teatro junto ao público, incluindo a visão dele a respeito do músico que o acompanha nessa jornada. O que agora nos soa incoerente, já que durante vários momentos ele simplesmente ignora o músico, pediando-o até pra se retirar. Então como ele poderia falar com tanta propriedade sobre esse músico? Incoerente, não?

Outra mudança se dá no "epílogo". Neste momento o personagem vai finalmente "apresentar a peça" ao público. Vamos incluir um trecho do texto de Thurber, traduzido por Alexandra Bulhões. Mas ator queria tanto que um outro trecho deste momento da peça se mantivesse... Então, ele já pediu ao diretor/autor que pensasse com MUITO CARINHO em incluir esse trechinho no final da peça. Vai ficar lindo! Ele vai dar o braço a torcer!... rsrs!

Até!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O poema

"No meu mundo de poesia
Sou brisa querendo ser furacão
Sou uma doce e divertida canção
Só as primaveras me interessam,
Mas as vezes um verão
Não sou peixe grande
Ou fora d´água
Sou aquário
Hoje deposito aqui a minha primeira gota
De muitas que virão
E muito peixes surgirão"
Postado por Rodrigo Abreu!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Decidimos gritar juntos!

Sexto ensaio


Um passado não muito distante nos assombrou hoje.

De repente uma dificuldade de entendimento e uma divergência de idéias comuns ao processo tempos atrás se fez presente. Pronto! Estava instalado um momento de tensão que não interessava ao trabalho.


A peça, o personagem, a direção e o ator envolvidos num processo enlouquecedor. Sem dúvida chegamos na parte difícil e mais importante da peça, aliás, estou até sendo leviano em dizer isso, já que a peça TODA tem se mostrado de uma impotância cada vez maior. É um espetáculo que não nos deixa relaxar, temos que ficar sempre atentos e ator sempre vivo e entregue, senão a mensagem além de não ser contada vira apenas marca e um texto decorado dito por uma pessoa que de fato não sabe o que está dizendo. Difícil! Desafiador!


Enfim, entre muitas idas ao banheiro (aliás, o diretor tá com bexiga frouxa!), goles d'água que empurram o nervosismo goela abaixo, anotações, rabiscos, desistencias e recomeços, risos nervosos, batidinhas de pé, caminhadas sem direção, mosquitos e afins conseguimos cumprir com a nossa meta e marcamos o fim da peça. Ufa!

Já se podia notar um suspiro profundo, uma respiração mais tranquila e um semblante mais aliviado no rosto do diretor. E o ator? O que fez o ator? decidiu resolver a sua questão com uma certa "bola de fogo" dita por ele num dos textos... Pronto! Resolvida a questão! rsrs!


Amanhã vamos amarrar mais um pouquinho essa história toda. É! Temos muito trabalho pelo frente ainda! E que seja assim sempre, senão não tem graça!


Até!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quinto ensaio


Olá a quem interessa!
Chegamos ao quinto dia de ensaios. ÊÊÊÊ!!!
Pois é! Nossa meta hoje era marcar a segunda parte do terceiro momento (deterioração), como já prevíamos, essa a parte mais tensa da peça. O diretor tem visão quase alucinógena das cenas deste momento. É como se estivéssemos no olho do furacão. O personagem que durante a peça vem demonstrando sintomas de desespero e desiquilíbrio, aqui assume isso com força total.
As idéias se unem e se misturam... Sentimentos, lembranças, notícias de jornal, previsões terríveis, infância, violência, vaidade, inveja, desordem... Tudo isso girando num imenso ciclone em torno desse personagem, que aqui neste momento, não consegue por os pés no chão.

Resultado: Um ciclone de coisas na cabeça do ator e um temporal de idéias na mente do diretor.

Mas nessa história toda, o saldo foi positivo. Conseguimos cumprir nossa meta de hoje e marcamos todo esse momento, porém, um clima de tensão ficou no ar ao fim do ensaio. O ator, calado, confuso e o diretor preocupado.
Natural! Sabíamos desde o início que seria assim.
O importante é que amanhã é chegado o dia de marcar o último momento da peça.
Então precisamos estar muito bem amanhã.
Sendo assim, Elio vai estudar esse texto e Rodrigo, se acalma! Se acalma!
Até!

terça-feira, 28 de julho de 2009

"A Última Flor" por Rodrigo abreu


A flor que nos faz recomeçar, não é a mesma que resta no fim.

É a última flor que brota em mim e germina no seu olhar.

Seu olhar sempre mirando jardins.

Há em mim a semente do que me gerou.

Há em mim, amor em pétalas carmim

e um verde de esperança sem torpor e sem fim.

Sem aflor que nunca jaz, não há mais, falta verdade.

Verdade que nos faz, verdade que vos trago.

A verdade de que falo não é minha nem sua.

Nem mentira é tampouco.

Mas é a verdade de nós mesmos que se esconde

bem aqui, bem no fundo, despetalando-se aqui dentro.

No simples sentido do ser, de ser.

Sermos todos, muitos, juntos, jardins.

Os jardins que miraram, um dia teus olhos,

hoje, olhos vazios, sem cor, olhos vis.

Que reabram as janelas de tua alma

e que plantes enfim a última flor

que trago em mim e que ofereço à você.

Que ela floresça dia a dia e que colhamos juntos

o fim da primavera, o prazer do amor nascido

do prazer de ouvir, ver, tocar, beber, comer,

cheirar você, que é o outro.

O outro que sou eu.

Você, eu e o todo!
É impressionante como os passos começam a levar para um só lugar... A estréia!
Huuumm! Chega dar um friozinho na barriga!
Mas o gêlo não vem só da ansiedade em estar em cartaz e sim da vontade de ver nossa mensagem nos ouvidos das pessoas. Saber se nossa angústia em comunicar vai de verdade comunicar com as pessoas. Mostrar tudo aquilo que estamos preparando com tanto carinho e que temos certeza ser muito importante ser dito. Contagem regressiva!

E por falar em contagem regressiva, nossa produtora e nosso diretor estiveram hoje no teatro fechando alguns detalhes com a equipe do teatro. Ao que parece tá tudo bem! Amém!!

Amanhã é dia de ensaio lá na Martins Penna. Vamos fechar o terceiro momento da peça. Medo!! rs!

Até!

domingo, 26 de julho de 2009

Quarto ensaio


Hoje ensaiamos na UNIRIO. Nossa meta era marcar a primeira metado do 3° momento. Tarefa árdua, segundo o diretor. E realmente foi. Hoje foi um pouco mais trabalhoso marcar as cenas, afinal o espetáculo aqui começa a entrar num outro momento, mas conseguimos cumprir mais um dia de cronograma.
Se deteriorar pra depois recolher os pedaços que caíram no chão e voltar numa versão muito melhor, é essa a nossa nova meta!
Partes fragmentadas, mudanças bruscas, um decompor de pensamentos, um desequilíbrio da alma, verdades e superficialidades, emoções conflitantes, enfim, um turbilhão de sensações, esse é o terceiro momento.
Temos muito trabalho pela frente... Nos próximos dois ensaios temos a obrigação de esboçar todo o final da peça. Por que no domingo vamos fazer um passadão para toda a equipe. Aliás, estamos ansiosos por esse momento!
O próximo ensaio só daqui a dois dias, até lá muuuito estudo de texto e foco!
Sendo assim, até lá!

Terceiro ensaio



Olá a quem interessa!
Nosso ensaio de ontem foi na Martins Penna, graças à um esforço do amigo e diretor adjunto Marcos henrique. Puxa vida! Essa estória de procurar espaço é uma coisa que deixa a gente aflito, né? Mas vamos levando nessa balada, que de casa em casa a gente mija o território! Huuuum... "Mija" que vulgarzinho! Ah!! Mas tá valendo.
Voltando ao assunto, o ensaio de ontem foi muito bacana também - Graças ao Pai! - conseguimos esboçar todo o segundo momento (indivíduo), além de dar uma passada no que já tínhamos do ensaio anterior. O que nos tem chamado atenção nessa nova fase do projeto é que cada vez mais, as críticas estão se fazendo presentes. Mas estamos ficando bem felizes com o resultado e ansiosos pra mostrar essa nova estória para os nossos amigos da equipe. Ai ai!
Nossa próxima empreitada é marcar o 3º momento (deterioração), só que este momento é um pouquinho grande, então o dividimos em duas partes.
Acho que vai dar! Pensamento positivo sempre!
Para o alto e avante!
Até!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Segundo ensaio


Olá a quem interessa!
O segundo dia de ensaios foi bem, bem legal!!!
Conseguimos cumprir com a nossa meta e esboçamos todo o primeiro momento, estamos muito felizes com isso, aliás, não só com isso, mas com o resultado!
Mas... o ensaio de hoje (sexta) não aconteceu, por questões de horário.
E amanhã estaremos repondo esta valiosa falta com algumas horinhas a mais. rs!
No mais ao ator resta estudar, estudar, estudar...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Primeiro ensaio


É isso aí gente!
Estamos de volta e em definitivo. Hoje estamos retomando os ensaios da peça, já que a estréia está prevista pra setembro próximo. Hoje o encontro foi pra traçar nossos próximos passos e fazer uma leitura, afinal estamos a alguns meses distantes do texto.

Então é isso, vamos a diante que temos muuuuito pela frente. Então tá! Beijo e até amanhã!